Câmera Graava: Brasileiro cria concorrente da GoPro

Câmera Graava: Brasileiro cria concorrente da GoPro

Conheça a câmera criada por um brasileiro e que será a nova concorrente da GoPro. Equipamento vem com sensores e opção de autoeditar os vídeos.

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gopro o masculino
Foto: Divulgação

Foi um atropelamento enquanto andava de bicicleta o que levou Bruno Gregory, de 36 anos, a criar uma câmera que vem sendo considerada uma concorrente da famosa GoPro. Isto porque além de filmar, o equipamento tem a opção de autoeditar os vídeos.

Tudo começou quando Bruno, que é engenheiro de software, foi esquiar nos EUA e percebeu que muitos capacetes dos praticantes do esporte possuíam plugs, mas não se via as câmeras. Ele acredita que muitas pessoas tenham comprado anteriormente, mas não teve tempo de assistir ou editar, o que levou à desistência de fazer um novo registro.

Morando em Mountain View, no Vale do Silício, Califórnia (EUA), Bruno já trabalhava desde 2012 em uma câmera mais ‘inteligente’, na qual acrescentava novas utilidades. Em um primeiro momento, pensou no equipamento não apenas como câmera de ação, mas também como câmera de segurança, uma vez que detecta movimento. Mas a principal invenção foi a opção de autoeditar os vídeos, a partir de um algoritmo inédito patenteado por sua empresa, a Graava.

Um acidente e uma ideia

Após ser atropelado por um carro enquanto andava de bicicleta com um amigo turista, Bruno conseguiu descobrir quem era o motorista criminoso graças à sua câmera convencional. O acidente o fez perceber o quanto este equipamento poderia ser melhorado e começou a desenvolver o produto.

A empresa conta com outros dois brasileiros: o empreendedor Marcelo do Rio, cocriador da cervejaria Devassa (adquirida pela Schincariol por R$ 30 milhões em 2007), e o engenheiro Marcio Saito. A Graava tem sede em Sunnyvale e conta com oito funcionários, mas terá que enfrentar a concorrência da gigante GoPro, que foi a pioneira das câmeras de ação e conta hoje com mais de 800 funcionários.

A câmera Graava foi lançada para pré-venda no início de agosto, com o início da entrega prevista para fevereiro, no valor de US$ 249.

Graava

gopro o masculino
Foto: Divulgação

A câmera pesa 60 gramas e conta com GPS e acelerômetro, além de sensores que ajudam o software de edição. Assim ela consegue separar, por exemplo, alguns momentos em que há aceleração ou desaceleração, além de barulhos no microfone e detecção de movimentos também entram na equação, que também pode medir a frequência cardíaca, nos casos em que ela é conectada via Bluetooth a um aparelho de monitoração (como Apple Watch). No momento em que o batimento é alterado, o software entende que houve uma imagem que vale a pena incluir no vídeo final.

Bruno fala que o que motivou a tornar o produto tão prático foi a dificuldade das pessoas em trabalhar os vídeos registrados nas câmeras convencionais. “Depois que você aperta ‘stop’ na gravação, você tem um problema. Vai ter que abrir o vídeo, plugar, baixar, armazenar, ter tempo pra editar, e muitas pessoas não sabem mexer em software de edição. A gente quer ser a solução”.

Mesmo com a edição automática, material original continua na câmera, com a possibilidade de um armazenamento on-line por meio do pagamento de uma mensalidade. “Às vezes, o que é interessante para mim não é interessante para você. Então há a possibilidade de pós-edição”, reforça Bruno.

Veja um vídeo que foi autoeditado pela câmera:

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