Será que um dia vamos nos cansar de sexo?

Será que um dia vamos nos cansar de sexo?

Mesmo os maiores adeptos da filosofia "sexo é para sempre" não estão livres de um dia sentirem vontade de pendurar o tesão...

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Foto: Shutterstock

A gente gosta de sexo e ponto. Caso contrário você não estaria lendo esta coluna e nem eu a escrevendo. A gente dispensa tempo tentando se aprimorar. A gente se informa a fim de ter e dar mais prazer durante as relações sexuais. Sedução, entrega, corpo arrepiado e aquela sensação de morrer e ressuscitar que só o orgasmo traz são realmente maravilhosas.

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Sexo é bom e ponto. Mas mesmo quem levanta a bandeira do “faça amor, não faça guerra” um dia se questiona: seria sexo isso tudo mesmo? No seu livro Onze Minutos, o escritor Paulo Coelho brinca como essa questão. A personagem principal, uma ex-prostituta, levanta a bola de que o mundo gira em torno do sexo. Criam-se tabus, gente morre (lembremos das não sei quantas virgens prometidas aos homens-bombas) e tem até quem gaste dinheiro pagando por prazer quando o ato de fazer sexo em si – do início até o orgasmo – dura, em média, apenas onze minutos.

Também vi um filme super divertido, nada profundo, mas interessante. Chama-se “O Virgem de 40 Anos”, com o Steve Carrel no papel de um homem que chega à maturidade sem nunca ter feito sexo. Em uma das cenas, uma mulher que cruza seu caminho lhe diz “Posso te mandar a real? As pessoas supervalorizam o sexo”.

A frase me fez refletir bastante. Mesmo eu sendo uma das maiores simpatizantes da causa e considere sexo uma forma deliciosa de entretenimento, sei que contamos nos dedos o número de vezes nas quais realmente aproveitamos muito bem. Sexo é afinidade e nem sempre a gente consegue isso em todas as relações. A música soa do mesmo jeito, mas as notas saem desafinadas.

E esse compasso sem cadência causa até uma sensação boa na hora. Mas depois vem a ressaca moral ou, no mínimo, aquela sensação de que era melhor ter colocado as roupas na máquina de lavar do que ter feito um sexo tão mais ou menos. E até a máxima “sexo é que nem pizza: até quando é frio é bom” nem sempre vale.

Chega uma fase da vida que se a pizza não for com massa D.O.C e com muçarela napolitana legítima, não vale as calorias adquiridas. Não é toda hora que se está a fim de encher a fatia de ketchup para disfarçar o gosto duvidoso.

Não, meus chuchus, eu não estou desanimando. Apenas defendendo o direito de mudar a maneira de ver as coisas. Alimentação saudável é diferente de dieta. Não disse que a abstinência é a solução. Defendo apenas a possibilidade de enxergar o sexo de uma maneira menos predadora. Já que são apenas 11 minutos, que sejam sublimes. Dessa forma a gente nunca vai cansar…

1 COMENTÁRIO

  1. Ótimo assunto a ser abordado, ainda mais nos dias de hoje. Antigamente existia o sexo para procriação, hoje o sexo para o prazer, acredito que as mulheres hoje, quando não satisfeitas procuram em outros lugares a satisfação, antigamente as pessoas se reprimiam. Acredito que por banalizar o sexo, as pessoas esqueceram a essência, o envolvimento e não apenas os 11 minutos como é falado aqui, o prazer momentâneo. Precisamos rever esses conceitos urgente, mas também não parar totalmente. Parabéns pelo artigo.

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