Para que sexo se existe pipoca com doce de leite?

Para que sexo se existe pipoca com doce de leite?

Por vezes é preciso escolher bem com quem ou o que vamos matar o desejo

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para que sexo o masculino
Foto: Shutterstock

Uma amiga (bonita, bem sucedida e super inteligente) me contou recentemente que um dos seus grandes prazeres da vida tem sido comer pipoca adicionada de doce de leite cremoso, ao lado do amigo gay.

Diante de algumas desilusões não só amorosas, mas sexuais (pois é, estamos vivendo tempos difíceis em que nem aquele cara que era só para ser o sex friend está botando a cobra pra subir) o programa lhe parece dos melhores para um sábado à noite.

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Isso me fez lembrar de uma entrevista concedida por uma famosa atriz a uma dessas revistas femininas. A celebridade contava por que resolvera comprar um vibrador, diante da surpresa da repórter – que a considerava jovem e bonita demais para recorrer ao brinquedinho sexual. Afinal, certamente, nunca lhe faltariam homens para transar.

E aí que veio o pulo do gato. A gente sabe que uma mulher, seja ela famosa ou não, beldade ou o tipo comum, dificilmente vai ficar sem sexo com um homem. Não acredita? Experimenta chegar para um grupo masculino e dizer “ando tão carente, precisando tanto de sexo, só por uma noite, ou melhor, por umas horinhas” e veja a reação.

Sim, nesse aspecto seja por genética ou cultura, a mulher tem mais vantagem. Mas a questão é a seguinte: vale a pena dar a perereca para qualquer um só para satisfazer o desejo momentâneo?

Nem sempre. Até porque, também não sei se por genética ou cultura, dificilmente a gente vai abrir as pernas, gozar enlouquecidamente e depois querer que o homem vire pizza. E nem é pelo que vocês estão pensando, meus chuchus. Não. Não é porque toda mulher quer envolvimento. A gente não quer mesmo envolvimento a qualquer custo ou com qualquer um.

A gente não consegue é ser indiferente ao sujeito.  É isso ocorre menos por mérito de alguns é mais pelo fato de a maior parte das mulheres carregar em seu DNA o lema dos bombeiros: “tudo que é humano não nos é indiferente”.

E aí, quando nos damos conta, lá estamos nós oferecendo um café ou perguntando sobre a vida do imbecil cuja função era te comer gostoso, mas, além de nem sempre cumpri-la, ainda transforma a noite num viveiro de arrependimentos e nos faz acreditar que ter ficado com pipoca e doce de leite seria bem mais prazeroso.

Voltando à atriz da entrevista, foi isso que ela disse. Prefere reservar o sexo a dois para fazer com homens realmente interessantes. Agora, já para os momentos em que a periquita fica inquieta, doida para abrir a porta da gaiola, mais prudente é abrir a gaveta da cabeceira e lançar mão do companheiro vibrante.

E o melhor é que a pipoca caramelada ainda pode cair muito bem depois…

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