Cenas de um domingo ousado

Cenas de um domingo ousado

Ninho vazio é para onde voa o passarinho...

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domingo o masculino
MEsmo um domingo de manhã pode ser um momento interessante para se fazer loucuras. Foto: Shutterstock

Ela entrou naquele site de encontros picantes só para ter uma inspiração e se resolver sozinha. Como não tinha ninguém para pensar durante a masturbação, foi em busca de incentivo. Era uma fria manhã de domingo, dessas em que acordamos sem pensar em nada, só em como seria bom aquecer a cama.

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A dor de cotovelo do último amor já passara. Mas não o suficiente para ter um companheiro ao seu lado de novo. Especialmente num domingo, para fazer aquelas coisas de cavalheiro das quais ela ainda lembrava.

Sair de baixo do edredom para pegar o jornal, que agora só assinava para entrega no fim de semana, em cima do capacho. Botar a cafeteira pra funcionar e perfumar a casa com aquele cheirinho de manhã. Sim, é legal ter um companheiro para isso. Mas não era bem esse o desejo dia…

O espectro do vazio que fica quando tudo acaba ainda a assombrava. Era melhor levantar no frio, pisar no chão gelado e não acertar nunca a quantidade de café, obrigando-a a se submeter à bebida aguada ou forte demais.

Tudo isso dava para tirar de letra. O que mais pesava, no entanto, era a falta daquele sexo matinal de domingo. Dois corpos despertando sem hora para nada. Aqueles chamegos preguiçosos, aquele vai e vem sem pressa, com a calma de quem tem o dia inteiro.

Ah! Como ela gostava do sexo nas manhãs de domingo! Era a coisa da qual mais sentia saudade. “Eu queria um homem para aparecer na minha casa domingo de manhã, com um croissant de chocolate e o pau duro. É pedir muito?”, indagou-me lamentosa.

E foi isso que disse ao rapaz que conhecera no aplicativo de encontros fortuitos. Ela nem havia se levantado e já estavam conversando pela webcam. O moço tratou de dizer: “O croissant eu compro no caminho. O resto eu tenho para você”.

Ela hesitou. Ele a convenceu. Ela se permitiu. A única precaução foi uma mensagem para a amiga de confiança: “Estou fazendo uma loucura. Fique com esse número e essa foto e acione a polícia se eu não der notícias em uma hora”.

O moço tocou o interfone. Ela deixou a porta aberta e o esperou no quarto, nua na cama. Ele entrou com o croissant em um lindo embrulho. O pau estava como ele prometera. Fizeram amor como se não houvesse amanhã.

Depois dividiram o croissant entre risos e encantamentos. Ele foi embora. Ela foi encontrar as amigas. Ele mandou uma mensagem “Obrigado pela manhã deliciosamente ousada. Você é uma mulher inesquecível”. Deu um sorriso e pensou: eu sei, eu sei…

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