Aquele amor que faz gostoso me deixou

Aquele amor que faz gostoso me deixou

Como fica o sexo em períodos de dor de cotovelo?

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faz gostoso o masculino
Satisfazer o desejo com o coração partido nem sempre é possível. Foto: Shutterstockj

Eu era tão feliz

Eu tinha um grande amor

Que foi embora, deixou saudade e agora quem eu sou?

De dia eu chorei, de tarde eu penei, de noite não tem mais

Eu já tentei mudar, fazer com outro amor

Mas juro que estranhei, gozar eu não gozei, meu mundo acabou…

Os versos acima são de uma canção do saudoso Wando, cantor ícone da balada pop-erótica. Enquanto para alguns Wando não passa de um músico de qualidade duvidosa, para quem domina o caminho entre o coração e a cama o cantor é quase um filósofo.

Afinal, se nos versos simples da canção cujo nome dá o título a esta coluna você não encontrar sentido, amigo, vou lhe dizer, você não sabe o que é ter desejo quando o coração está partido. Principalmente quando a ruptura do relacionamento se deu com um daqueles parceiros bons de cama.

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Ai, ai. Depois do suspiro profundo, vamos à tentativa de reflexão. Qual seria a melhor solução? Tentar com outro alguém logo de cara, ou esperar os lençóis esfriarem antes de recomeçar as atividades sexuais? Ah, meus chuchus, se eu tivesse a resposta talvez estivesse muito ocupada agora administrando a tenda de conselheira sentimental e nem teria tempo de escrever aqui.

Mas não é o caso. E como nada sei, pergunto a quem sabe. Mas aí percebo que mesmo os especialistas mundo a fora têm até estudado a melhor forma de juntar os caquinhos do coração e seguir em frente. Apenas nenhum encontrou a resposta.

Uns defendem o luto, outros acreditam que a melhor cura é uma substituição imediata. Depende de cada alma. E o corpo, essa máquina movida por hormônios e instintos, também sofre um pouco.

Conheci a história de uma jovem e bela mulher que, sofrendo após o término do namoro e ao mesmo tempo com a libido funcionando a todo vapor, decidiu se resolver sozinha. Foi a moça se tocar pensando nas mais despudoradas fantasias, a imaginar-se exibindo-se para os vizinhos ou pensando em filas de homens a lhe desfrutar.

Mas quando finalmente chegou ao clímax, gozou imaginando seu ex finalizando os trabalhos. Caiu aos prantos após a masturbação. Resolveu procurar ajuda terapêutica depois dessa e ouviu da psicóloga “não faça sexo enquanto estiver de luto”.

Sim, senhores, até a prática sozinha pode ser complicada quando estamos com um sentimento ainda muito ligado a quem não está mais conosco. Talvez a melhor saída seja mesmo deixar as armas em posição de descanso, comprar um estoque de lenços de papel e escutar Wando – ou seu cantor de fossa preferido.

E enquanto dão um tempo na atividade mais gostosa da vida, a única coisa que posso dizer para consolá-los é: um dia a dor de cotovelo passa. E novos dias – e noites – e amores virão…

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